13

nov
O Reencontro

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A história que você vai ler a seguir é uma Fanfic produzida em uma aula do curso de Produção Editorial. Escolhi escrever o reencontro de dois personagens do Livro ” Fala Sério, Amor”, mais especificamente de Malu e Guilherme Almeida, seu primeiro amor. Espero que gostem.

 

Era um dia feio, nublado, horrível mesmo, mas decidi que queria ir ao shopping. Coloquei o primeiro jeans que achei no guarda-roupa mais aquela camiseta branca que sempre uso para a faculdade e fui. Fui andando. Cheguei meio descabelada, mas quem liga! Eu estava lá para comprar roupas bonitas e aproveitar um lugar brilhante e cheiroso. 

Entrei em algumas lojas baratas e comecei pelas peças básicas. Comprei uma blusa mais soltinha, estampada, e depois algumas mais simples com gola V. Já estava pronta para entrar nas lojas mais caras com meu sorvete quase terminado quando o vi. Chocada acabei deixando o ultimo pedaço da casquinha de chocolate cair no chão.

– Malu? – Ele disse, e quase tive um treco por me reconhecer assim tão rápido. Ok, a gente era amigo no Facebook, mas achei que minha foto de perfil fosse mais bonita do que eu pessoalmente naquele momento.

– Oi! Guilherme? – Disse confusa, pensando se deveria chama-lo de Guilherme Almeida como fazia quando criança, ou se deveria falar apenas o primeiro nome como as mulheres bonitas, confiantes e normais fazem.

– Caramba, há quanto tempo! O que está fazendo aqui em Sampa? Achei que você ainda estava no Rio de Janeiro!

– Ah, pois é… – Disse enquanto tentava arrumar o cabelo e tirar alguma remela do olho. – Vim para cá por causa da faculdade.

Contei a ele o curso que estava fazendo, da minha vida em SP, e ele ouviu tudo com um sorrisão no rosto. Será que ele ainda lembrava? Será que se lembrava que fomos namorados aos seis anos de idade e que ele era apaixonado pelo meu pé? FALA SÉRIO, MEU PÉ, GALERA! Que coisa ridícula. Mas pelo menos essa do pé era uma coisa dele e não minha. E como eu era doida por ele…

Aliás, será que ele tinha namorada? Enquanto ele falava dos seus passeios por São Paulo fiz um raio-x nas mãos dele. Nenhum arco brilhante entre os dedos. Um alívio? Calma, Malu, calma. Está mesmo interessada no Guilherme Almeida de novo? Tudo bem que ele cresceu, obviamente frequenta uma academia, tem barba, um sorriso cativante, uma voz maravilhosa e… Ok, acho que todos aqui já entenderam.

– Pois é, Malu, que estranho a gente se encontrar assim, do nada, depois de tantos anos.

– Sim. Para qual escola você foi transferido mesmo? – Me fiz de desentendida, como se eu não soubesse de cada detalhe através das redes sociais.

– Colégio Santo Augusto.

– A é, agora lembrei. Fiquei super triste na época.

– Ficou? – Disse ele, meio confuso meio sorridente. Tive vontade de me dar um tapa. NÃO ENTREGA O JOGO MALU!

– Ah, é, fiquei. – Respondi encabulada. – Nós éramos muito amigos, lembra?

– Uhm… Achei que éramos mais que amigos naquela época…

Nesse momento me esqueci de respirar por alguns segundos e ofereci o melhor sorriso que consegui forjar. ELE LEMBRA DE TUDO! Será que também me stalkeou nas redes sociais?

– Pois é. Acho que éramos.

– Bons tempos. Lembra como tudo aconteceu? Que eu quis ver seu pé primeiro?

Ri alto por alguns segundos

– Claro que lembro!

– Qual era o meu problema, Malu? O pé?

– Pois é… Se fosse hoje, acho que não passaria no teste. Pés de criança são lindos, mas de jovens adultos nem tanto.

– Ah, para, Malu. Você é linda, aposto que seus pés ainda são lindos também.

 Uôu, então eu era linda? Confesse, Guilherme Almeida, você está caidinho por mim. CA-I-DI-NHO!

– Obrigada. – Disse já confiante apesar da minha roupa desleixada.

– De nada. Eu tenho que ir agora, mas… Me passa seu telefone? Pra gente não perder contato?

– Claro – Disse já tirando o celular do bolso. – Só promete que não vai pedir fotos do meu pé no Whatts.

– Do seu pé não. – Ele riu. Minuto de silêncio. – Quer dizer…. Nem do pé nem de nenhuma outra parte. Ai, o que foi que eu disse? Malu, eu juro que não sou desses e…

– Tá tudo bem, Guilherme Almeida. – Respondi toda fofa. Um desperdício de charme aliás, se eu soubesse o que viria a seguir.

– Mas assim, não espera um telefonema agora. Talvez eu demore um pouco por causa do reality e tudo mais…

Reality? Oi? Do que o Guilherme Almeida estava falando? Minha cara deveria expressar todas as minhas dúvidas porque ele começou a se explicar logo em seguida.

– É que assim, você já deve ter ouvido falar que eu pro BBB, o Facebook só fala disso. E você sabe, néh, são três meses de confinamento…

– Ah, entendi. – Respondi confusa –  Mas vai ser agora? Estamos em novembro. O BBB não começa no início do ano?

– Ah, sim, começa, mas tem toda uma preparação, sabe? Eu e minha equipe temos muito trabalho pela frente e isso inclui com quem me relaciono.

Por dez minutos Guilherme, não mais merecedor do Almeida, me explicou sua vida de pré-celebridade. Eventos para comparecer, estratégias para traçar, perfis de outros participantes para estudar. A coisa era séria. Com ele falando naquele tom sério e com aquela voz sedutora por um instante pensei que, realmente, o BBB é um dos programas mais sérios da TV brasileira. Quando ele parou de falar eu estava hipnotizada.

– Entendo, entendo – Me desculpei. – Pode ficar tranquilo quanto a isso, não vou te incomodar nas redes sociais nem nada.

– Ah, obrigado, sabe como essas coisas são, néh, gata. – Disse ele afastando, com todo o charme que lhe restava, uma mecha de cabelo do meu rosto. Esse gesto combinado com seu sorriso e aquele ‘’gata’’ que substituiu meu nome me acordaram do encanto. Ele estava dizendo que não podia me ligar porque eu era um lixo qualquer sem visibilidade? Sem projeção nos negócios? Mas esse Guilerme Almeida! Senti vontade de mostrar meu pé de novo, só que dessa vez pra dar um chute na fuça maravilhosa dele.

– Acho que não sei – Disse afastando a mão dele. – Mas tudo bem. Agora vou sair pra nenhum paparazzi nos fotografar juntos.

Ele suspira, surpreso.

– Ah, nossa, é verdade…

Quase gargalhei quando vi que ele tinha mesmo achado que havia algum paparazzi ali. Quem era aquele garoto? Fala sério, Guilherme. Em pensar que há alguns minutos atrás eu estava pensando em sair com ele.

Me despedi e me fui comprar outro sorvete. Eu precisava agradar a criança dentro de mim que por sorte escapou de acabar para sempre com aquele cara. No final, percebi que a melhor lembrança que eu poderia ter do Guilherme Almeida era aquela da infância, onde ele era só um garotinho estranhamente apaixonado por mim e meus pés.


Postado por Camila Veloso


06

out
Que Pensamento Gostarias de Ler?

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A praia estava cheia. A paisagem era composta pelo sol, crianças correndo, amigos jogando vôlei, e vendedores de todo o tipo de guloseimas. Para viver e sentir tudo o que aquele ambiente oferecia resolvi caminhar pela orla. Não posso dizer quanto tempo andei até encontrá-la ou onde eu estava exatamente, mas sei que meu coração acelerou um segundo antes da minha cabeça se voltar involuntariamente para o mar.

Lá estava ela, intacta. Os banhistas passavam pela garrafa, quase tropeçavam no vidro, mas não a notavam, não a pegavam. Curiosa coloquei meus pés na areia. Quem nunca quis achar uma garrafa na praia? E se tivesse uma mensagem dentro? Levantei o vestido longo quando pisei na areia molhada e continuei calmamente minha pequena aventura. Minha garrafa estava perto do limite das ondas. Esperei um pouco antes de pega-la, queria saber se alguém mais tinha colocado os olhos naquele mistério ignorado, e só depois de dois minutos inteiros esperando resolvi que o tesouro era meu.

Foi difícil tira-la do chão, mas lá estava ela, a mensagem. Aquela garrafa era mesmo especial. Desisti do vestido e sentada na areia úmida tirei a rolha que lacrava a garrafa. Um pequeno papel amarelado dizia: ‘’Eu sinto muito por ter feito isso com você…’’. Fiquei decepcionada naqueles primeiros segundos, pois a mensagem não fazia sentido e era muito pequena. Na verdade, eu esperava uma carta, uma confissão de amor, mas recebi um recado estranho. Enquanto dobrava o papel e me preparava para devolve-lo a sua tumba de vidro minha respiração ficou pesada e minha cabeça pareceu fora e orbita. Péssima hora para ter uma crise de labirintite, pensei, até que, em um instante, melhorei e notei o silêncio. Olhei para trás e percebi o impossível. A praia estava vazia. COMPLETAMENTE VAZIA. Não haviam pessoas na orla, na areia, nos prédios, em lugar nenhum. Fechei os olhos e larguei a garrafa. O que era aquilo?

Tentei correr para a calçada e acabei tropeçando na garrafa que tinha deixado no chão. Me levantando notei outra garrafa fincada na areia e mais uma adiante dessa, e outra e outra e outra…. Várias garrafas me esperando. Respirei fundo e me acalmei. Aquilo era um sonho, tinha que ter um sonho então talvez eu devesse seguir as pistas. Aceitei essa história numa velocidade impressionante e logo estava calma novamente. Abri a mão e dei uma outra olhada no papel. ‘’Eu sinto muito por ter feito isso com você…’’. Vasculhei por outra palavra, algo que explicasse aquela mensagem e acabei encontrando um remetente. ‘’ Pedro’’.

Uma nuvem escondeu o sol naquele momento. Pedro. Eu conhecia alguém com aquele nome. Alguém que me magoou e nunca pediu desculpas. Seria aquela mensagem do meu Pedro? Mas porque uma mensagem de desculpas? Minha mente nunca colocaria aquelas palavras na boca dele. Eu o conhecia demais. Segurando aquele papel segui em frente, em direção a próxima garrafa. Não foi tão difícil desenterrar aquela.

 ‘’ Você poderia ter lavado a louça dessa vez… – Alice’’. Aquelas palavras me surpreenderam. Outro nome conhecido. Mas seria mesmo a Alice? Minha colega de quarto, Alice? Pensando no que estava escrito naquele papel me convenci que sim, aquela era a minha Alice, tinha que ser! Somente a minha Alice sempre me achou folgada por eu nunca deixar as coisas arrumadas como ela queria no nosso apartamento. E o jeito como ela revirava os olhos quando chegava em casa… Era ela, e era isso que ela pensava todo o santo dia quando via a bagunça.

Foi então que entendi o que podia estar acontecendo. Por algum motivo, por algum milagre, eu tinha recebido permissão para bisbilhotar pensamentos secretos que meus conhecidos tiveram sobre mim.

Rindo e com o coração acelerado corro até a próxima garrafa. ‘’ Eu confio em você… – Spike’’. Mal li essa frase e já levantei para alcançar o próximo pensamento secreto. Não que Spike, meu cachorro, não tivesse importância, mas eu queria saber de segredos humanos. Próxima mensagem: ‘’ O que mais tenho que fazer para ela gostar de mim? Se sou uma pessoa maravilhosa porque não ficamos juntos? Ou ela mente ou brinca comigo… – Miguel’’. Perco o riso e a empolgação no meio da leitura. Meu melhor amigo era apaixonado por mim? Mas e todos os comentários sobre a Alice, a Maria, a Joana e todas as outras meninas do mundo pelas quais ele sempre me dizia que era apaixonado? Aquilo era… Mentira, era impossível e desnecessário no momento. Meu coração acelera com aquela nova verdade ao mesmo tempo que quer simplesmente correr para as próximas garrafas. Ganhei forças para levantar ao lembrar que não falava com aquele ‘’melhor amigo’’ desde o colégio. Ligaria para tirar satisfações? Ele já estava noivo da loira mais linda que já vi e somos adultos distantes agora.

Caminhei até a próxima garrafa. Até onde eu podia ver só haviam mais três delas. ‘’ Sinto sua falta… – Vera’’. Ler a mensagem da minha mãe quebrou meu coração. Quantas vezes pensei em ligar para explicar tudo, para dizer que queria voltar,  estar lá, mas a que distância ajudava a me manter focada na fase que precisava viver, no que precisava fazer para que ela tivesse orgulho de mim. E será que valia a pena? Engoli o choro e forcei meus pés até a penúltima garrafa.

‘’ Você é a melhor pessoa que conheço… – Belinda’’. Minha melhor amiga da infância. Será que ela ainda pensava assim? Já faz tanto tempo…. Talvez ela tenha conhecido pessoas melhores, talvez eu não seja mais a mesma pessoa e talvez nunca tenha sido realmente tão boa assim. Antes de abrir minha última garrafa li todas as mensagens novamente. Elas pareciam desconectadas quando postas juntas, mas cada uma despertou memórias e sentimentos únicos.

Cada pedaço de papel era uma peça do quebra cabeça que me formava e desejei leva-los comigo quando aquele sonho acabasse. Finalmente abro a última garrafa. ‘’ Escolha alguém e pense fixamente nela. O último pensamento dessa pessoa sobre você vai aparecer… ’’. Prendi a respiração. Então eu poderia escolher? Tentei pensar em alguém importante, alguém que eu odiasse, alguém que valesse a pena vasculhar os pensamentos. Que tal aquele cara lindo? Mas eu corria o risco de ler algo sujo ou simplesmente receber uma mensagem em branco. Que pensamento eu gostaria de ler? Minha melhor amiga, ex-namorado importante e progenitora já haviam se manifestado, e quem mais importava?

Eu soube que estava acordando quando ouvi o riso de crianças ao longe. A praia cheia estava voltando. Respirei fundo e tentei organizar meus pensamentos. Coloquei o bilhete de volta na garrafa e me decidi. Resolvi deixar aquele último bilhete para você. Você decide o que quer ver ou se quer dizer um pensamento seu para alguém. Eu voltei para a minha praia e para a minha vida. Já sou adulta e todas as decisões importantes já foram tomadas. Já li todos os pensamentos importantes… Mas você não. Você tem essa oportunidade hoje, agora. Então boa sorte, e tome cuidado. Um pensamento seu pode mudar a vida de alguém.


Postado por Camila Veloso


26

set
Para todos os amigos que deixei

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Primeiramente gostaria de dizer que lembro de cada detalhe daqueles tempos. Me mudei 7 vezes, eu sei, mas ao invés de fazer esquecer cada despedida aguçou minha memória. Lembro de todas as corridas, das competições para ver quem terminava de colorir os desenhos primeiro e das cartas que escrevíamos mesmo quando não sabíamos escrever. Me lembro dos dias na piscina naquela casa fora da cidade, do parquinho da escola e do pátio que era em frente ao meu prédio.

Lembro da emoção de escalar aquela grade para chegar até o campo de futebol do colégio, das meditações sobre natureza que tanto gostávamos e dos bilhetes trocados durante a aula. Tenho fotos de todos os PGs, de todas as viagens e quase todas as selfies malucas do Snapchat. Foram anos dourados, queridos, mesmo que nem todos vocês estivessem lá ao mesmo tempo.

Em segundo lugar gostaria de pedir, por favor, acreditem quando digo que sinto saudades mesmo que nunca tenha voltado para visitar. Nunca voltei para me proteger e para salvar essa amizade, entendem? Porque enquanto não volto, minhas memórias me alimentam e me fazem acreditar que ainda somos melhores amigos de infância, de adolescência e faculdade. Enquanto não volto, posso combinar mil encontros, viagens e imaginar todas as conversas possíveis. Posso bisbilhotar nas redes sociais e rir de como somos próximos apesar de tudo. Mas quando eu volto….

Percebo que mudamos, que crescemos, que nos afastamos e que nossa amizade sobrevive de passado. Não compartilhamos mais o mesmo momento, os mesmos sonhos, e isso é triste, frustrante para dizer melhor. Nossas vidas seguiram rumos diferentes, e tudo o que posso fazer é ficar feliz pelas escolhas que fizemos.

O tempo passa. Nem sei dizer desde quando todos nós somos adultos, mas aqui estamos. Aqui estamos, queridos, e tenho medo de pensar o que vai ser de mim quando começarmos a ser velhos demais para viver.

Antes de me despedir mais uma vez, gostaria de dizer uma última coisa: Mesmo que eu não volte, mesmo que nosso grupo no Whatssapp fique em silêncio, que as declarações de parabéns no Facebook diminuam de tamanho ou que seus filhos fiquem grandes demais para me chamar de tia…. Saibam que podem contar comigo SEMPRE. Vocês são parte de quem eu sou, e esse é um tesouro que vou carregar para a vida toda.

Um abraço de sua amiga maluca, que gagueja, que faz piadas o tempo todo, que tem um canal no Youtube, e o que mais eu tenha sido para vocês. A gente se vê por aí.


Postado por Camila Veloso


01

set
Devolva-me

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Oi, tudo bem?

Primeiramente FORA TEMER, e segundamente gostaria de dizer que parte dessa confusão interna é culpa sua. Sim, sua e de todos eles. ELES, e não finja que não sabe do que estou falando. Você me fez querer ser uma pessoa melhor, uma mulher melhor, e com aqueles olhos me fez questionar minha personalidade.

E COMO SE ATREVE?

Mas ok. OK, QUERIDO. Respirei fundo e superei isso de algum jeito mágico que não questiono. E agora…. Bem, não daríamos certo, eu sei, você sabe, o mundo sabe. E me vejo obrigada a encontrar outra pessoa, afinal, se alguém melhor te merece alguém melhor me merece também. E então encontro outra pessoa, e adivinha? Preciso mudar novamente, e quando não funcionamos e procuro outra pessoa…. Você conhece esse ciclo, já o viveu pelo menos uma vez, mas a questão é que me pergunto: Por que preciso mudar tanto por vocês? E não me digam que não me pediram isso, porque sei que não pediram, mas tudo parecia tão natural e tão necessário que não consegui evitar. Cada um merecia uma mulher diferente, um cabelo diferente, uma nuance diferente de mim e me esforcei para ser a nuance perfeita.

E isso cansa.

 Afinal, qual delas sou eu? E qual deles vai ser você? Aquele você, de uma vez por todas, até que a morte nos separe? Por favor não me diga que está tão perdido quanto eu, preciso de um ponto de apoio. Ou então que seja, vamos ser perdidos juntos e pelo menos uma vez ser uma pessoa só um para o outro.

Enfim, isso era um desabafo e não uma declaração.

Então quanto a você, mocinho…

Me diga onde me deixei por você. O quanto mudei por você, porque quero aquela parte de mim de volta. Aquela desleixada e orgulhosa de seu desleixo, sabe? Obrigado.


Postado por Camila Veloso